“Várias Línguas, Um Mundo”: cinco brasileiros entre os vencedores em concurso de redação da ONU

Eles se destacaram entre os 1,2 mil candidatos, que deveriam enviar seus textos em uma das cinco línguas oficiais da ONU – árabe, chinês, espanhol, inglês, francês e russo – desde que diferentes de sua língua materna.

Como parte das comemorações de seus 70 anos, a ONU promoveu uma competição internacional de redação premiando 70 candidatos com os melhores textos sobre desenvolvimento sustentável. Os vencedores ganharam uma viagem para Nova Iorque e participaram do Fórum Global Youth, organizado pela ONU.

“Vocês são o nosso time ’70 para 70′”, disse o Chefe Geral da ONU Ban Ki-moon, em uma saudação transmitida aos vencedores, durante o Fórum Global Youth.

braziliansEntre os vencedores, estão os brasileiros Fernanda Vilar, Jefferson Viana, Aline Moniela, Lucas Cotosck Lara e Thaun dos Santos. Eles se destacaram entre os 1,2 mil candidatos, que deveriam enviar seus textos em uma das cinco línguas oficiais da ONU – árabe, chinês, espanhol, inglês, francês e russo – desde que diferentes de sua língua materna.

“No meu ensaio, eu propus uma visão do mundo voltada para uma filosofia veganista e com muito mais feminismo para proteger os direitos das mulheres. Como o problema da alimentação está no centro dos interesses hoje em dia, com tantas indústrias sendo denunciadas por práticas abusivas de animais e também de pesticidas e transgênicos, é fundamental pensar na comida e em como produzir de uma maneira ética. Produzimos tanto e tanta gente está passando fome, este é um tema central para ser debatido”, explicou Fernanda Vilar, que cursa o doutorado na Universidade Nanterre, em Paris.

Jefferson Viana, também cursando doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul escreveu sua redação em espanhol: “o multilinguismo é interessante porque a despeito de existirem expressões diferentes, existirem maneiras de pensar diferentes, me parecem que coincidem os grandes problemas da humanidade – fome, desigualdade, falta de participação popular nas decisões políticas. O multilinguismo permite enxergar mais claramente ainda os principais problemas do mundo.”

Aline Moniela, de Taubaté, que escreveu sobre melhorias nas leis migratórias e na educação da diversidade para a promoção de mais harmonia e menos preconceito. Lucas Cotosck Lara, de Belo Horizonte, que propôs um pensamento crítico nas escolas para que as pessoas possam compreender melhor as causas da fome e suas consequências. E Thaun dos Santos, do Rio de Janeiro, que abordou a necessidade de dar prioridade às questões políticas e sociais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

  • Foto: Philip Tellis, Flickr, CC
  • Com informações da Rádio ONU
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