Jogos Mundiais dos Povos Indígenas reúnem 1800 atletas de 24 países em Palmas, TO

Além das competições, diversas atividades culturais ocorrem antes e durante o evento. Organizadores estimam um público de 30 mil visitantes por dia.

Milhares de pessoas tomaram as ruas da cidade de Palmas (Tocantins), para a abertura oficial dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas – JMPI. A competição reúne cerca de 1800 atletas de 24 países e 24 etnias.

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Palmas (TO) – Índios Kuikuro fazem apresentação no Festival Internacional da Cultura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A cerimônia, realizada na Vila dos Jogos para cerca de cinco mil convidados, contou com a presença de diversas autoridades, entre elas, da Presidente Dilma Rousseff, além de indígenas dos 24 países participantes. O restante da população não teve acesso ao local. Da praça do Bosque, telões transmitiram o evento ao vivo.

Fogo Sagrado

A cerimônia do Fogo Sagrado marcou o dia de ontem (22.10) na Praça dos Girassóis (Centro da cidade), considerado um dos maiores espaços públicos do mundo.

No final da tarde, pouco antes do início do ritual, centenas de indígenas abriam rodas, cantavam e dançavam em apresentações espontâneas e simultâneas.

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Palmas (TO) – Símbolo de vida e da força dos Povos Indígenas, o Fogo Sagrado é aceso pelos pajés e líderes religiosos das etnias que participam dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os Jogos

Criados em 1996, por meio de uma iniciativa do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), os JMPI são realizados pelo ITC em parceria com o Governo Federal, a Prefeitura de Palmas e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A concepção foi construída com a participação de lideranças indígenas, da sociedade civil e de instâncias governamentais.

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Palmas (TO) – Índios Pataxó fazem treinamento antes do início dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os 24 países participantes são Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Etiópia, Filipinas, Finlândia, Gâmbia, Guatemala, Guiana Francesa, México, Mongólia, Nicarágua, Nova Zelândia, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Rússia e Uruguai.

As 24 etnias: Asurini, Bororo Boe, Rikbaktsa, Javaé Itya Mahãdu, Guarani Kaiowá, Kayapó Mebengokre, Kaingang, Kamayurá, Karajá, Kyikatejê / Parakatejê, Canela Rãmkokamekra, Kuikuro, Kura Bakairi, Mamaindê Nhambikwara, Manoki, Matis, Mebêngôkre, Paresi, Pataxó, Tapirapé, Terena, Waiwai, Xavante, Xerente.

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Palmas – Índios Kayapó entram em campo para partida de futebol contra os índios do Panamá pela primeira rodada dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Serão disputadas 16 modalidades divididas em 3 categorias:

  • jogos de integração: arremesso de lança, arco e flecha, cabo de força, canoagem, corrida 100 metros, corrida de fundo e corrida com tora
  • jogos de demonstração: Jikunahati, Jawari, Akô, Kagót, Kaipy, Ronkrãn, Peikrãn
  • jogos ocidentais: futebol masculino e feminino

Além das competições, diversas atividades culturais ocorrem, antes e durante a realização dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. No espaço Oca da Sabedoria, há uma programação com oficinas, fóruns, palestras, debates em temas como saúde, educação, agricultura familiar, demarcação de terras e inclusão digital, além de apresentações artísticas e exposições temáticas dos povos indígenas.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As etnias foram selecionadas pelo Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), que vem usando como critério, desde as edições nacionais, a conservação dos costumes de cada etnia, o idioma, as crenças, os ritos, as pinturas corporais, a música e os esportes tradicionais dos povos. No caso das etnias brasileiras, também foi pré-requisito a participação em alguma edição dos Jogos Nacionais, que acontecem desde 1996. Bom comportamento e cumprimento das regras nas edições passadas também contaram como pontuação para conquistar uma vaga nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.

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Palmas (TO) – Índios Kuikuro fazem apresentação no Festival Internacional da Cultura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A cidade de Palmas foi escolhida para sediar os jogos em um processo de seleção que se iniciou em agosto de 2013, na edição nacional dos Jogos Indígenas em Cuiabá. Palmas concorreu com Belém e Marabá (PA). A escolha levou em conta o fato de o estado de Tocantins contar com cerca de 13 mil indígenas em seu território.

Organizadores estimam um público de 30 mil visitantes por dia.

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